quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Oi amor, está tudo bem? Você tem se cuidado? Vem se protegendo do frio? Tem andado com as pessoas certas e falado com gente boa? Você ainda tem os mesmos costumes, as mesmas manias? Ainda está tentando ler aquele mesmo livro de anos atrás? Você tem saído com garotas legais? Alguma delas chamou realmente a tua atenção? Alguma delas te fez sair de casa em dias de chuva, ou te fez assistir um filme chato de romance? Alguma delas te escreve cartas todos os dias, ou deixa um bilhete com assuntos aleatórios com um “eu te amo” depois de um P.S.? E você? Se adaptou a viver sem aquela bagunça que eu deixava no seu quarto? Você aprendeu a fazer panquecas que eu fazia pra você comer no jantar? Eu era a única que conseguia virar uma panqueca na frigideira, você lembra? Lembra também que eu pegava teu violão velho e fazia musicas sem melodia para você todas as manhãs? Sei lá amor, sei que tudo isso aqui não faz sentido. Talvez você esteja completamente diferente, talvez você desistiu de ler aquele livro velho e tenha se esquecido dele. Talvez você tenha se encantado por alguma garota que não goste de sair em dias de chuva, que odeie romances e saiba tocar violão tão bem como você. Talvez você nem leia isso aqui. Mas eu sinto sua falta, sinto falta da minha bagunça no seu quarto, sinto falta dos nossos jantares em dia de chuva, sinto falta da bagunça que era nosso amor. Você não precisa responder isso aqui, mas por favor, te cuida. Me promete que você vai olhar para os dois lados antes de atravessar a rua, e que vai cuidar do que um dia foi meu? Eu ainda te amo, e vou continuar aqui. Talvez você volte, talvez você me deixe entrar na bagunça que é a tua vida novamente. Na verdade, eu só precisava saber, como vai você. (Mayara Thaís)
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